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Rola na Copa

Da Copa MB para o mundo

27.09.2008

Desde 2000, quando a Copa Intercolegial Mercantil do Brasil foi lançada, muitos atletas já passaram pelas quadras do Centro de Futebol Zico e ajudaram a escrever a história do maior torneio intercolegial de futebol society do país.

Dentre eles está Nirley Mércia, 16 anos, que jogou cinco Copas MB pelo Colégio Tiradentes – 2003 a 2007. Ela conta que as Copas que disputou deixaram muitas saudades e ótimas lembranças:

“Sinto muita falta das amizades que fiz por lá. Uma pena que não tenho mais idade para disputar a categoria feminina. Ficava a semana inteira ansiosa pelos jogos. Mesmo quando perdíamos, valia a pena, pois jogar, aprender e fazer novas amizades não tem preço”.

Nirley (segunda da esquerda para a direita, em pé) e o seu time do Tiradentes na Copa MB

Nirley (terceira da esquerda para a direita, em pé) e o seu time do Tiradentes na Copa MB

Outro que sente falta dos tempos de Copa MB é Frederico Santos, 17 anos, que também jogou cinco Copas, representando os colégios Santo Agostinho e Batista Mineiro.

Ele foi campeão na primeira edição da Copa Intercolegial Mercantil do Brasil, pelo Santo Agostinho, mas hoje não joga mais futebol. No entanto, guarda com carinho na memória a época em que disputava a competição:

“Vivemos bons momentos na Copa MB. Éramos apenas crianças, mas tínhamos uma grande responsabilidade defendendo nossos colégios”, lembra, saudoso.

Já Érika Heffner, 18 anos, é o exemplo mais bem sucedido de ex-atleta da Copa MB. Ela disputou seis edições do torneio, sendo quatro delas pelo Pitágoras.

Foi descoberta no futebol jogando durante o recreio do Colégio, junto com os meninos. Mesmo entre os garotos, destacava-se.

Tanto que, alguns anos mais tarde, Érika ganhou uma bolsa de estudos na Universidade de Idaho, nos Estados Unidos, só para defender o time de futebol da instituição. E ela se impressionou com a estrutura do futebol feminino que encontrou no exterior:

“Lá, nos EUA, eles investem nas meninas desde a infância e levam o futebol lado a lado com a educação. Aqui, no Brasil, deveria ser assim também, pois temos meninas que sabem jogar. A Copa MB, pelo menos, nos dá oportunidade de mostrar que o futebol feminino merece um incentivo maior”, acredita.

Resta esperar pelo próximo ex-atleta da Copa MB que irá representar o futebol brasileiro pelo mundo. Real Madrid ou Manchester United? Não custa nada sonhar.

Por breiller

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