Por trás de todos os times vencedores está, quase sempre, a figura de um grande lÃder.
Quando o Brasil foi tetracampeão do mundo, em 1994, Dunga ficou marcado por seu espÃrito guerreiro e pela liderança que exercia naquele grupo.
Na campanha do penta, em 2002, Cafu foi quem assumiu o posto deixado por Dunga, e conduziu, com carisma e sensibilidade, a Seleção a mais uma conquista de Copa.
Para ser capitão de uma equipe, não é necessário gritar, esbravejar e dar bronca nos companheiros o tempo inteiro. Cada um tem o seu estilo.
Murilo Eustáquio, 13 anos, capitão da categoria A do Colégio Arnaldo, garante que não precisa brigar com ninguém para exercer sua liderança na equipe.
Para ele, cada jogador tem a mesma importância do capitão, e todos são responsáveis tanto pelas glórias quanto pelas derrotas do time:
“Procuro sempre passar confiança para minha equipe, sem brigar com ninguém, apenas orientando e dando moral para os companheiros”, afirma.
Murilo diz acreditar que a principal caracterÃstica de um capitão é a raça dentro de campo. O verdadeiro lÃder, segundo ele, tem de servir de exemplo para os outros jogadores.
Além disso, o capitão do Arnaldo aponta outra função importante do jogador encarregado de levar a braçadeira numa equipe:
“O capitão, muitas vezes, é a ‘ponte’ entre o treinador e o time. Converso bastante com o nosso técnico antes e durante os jogos para poder orientar corretamente a equipe”.
Como muita gente já deve saber, autoridade não se exerce com agressividade e ignorância. Autoridade é construÃda com respeito mútuo e, principalmente, bom senso.
A função do capitão não é ficar reclamando com o árbitro o tempo todo, nem mesmo só tirar o cara ou coroa antes do jogo começar.
O bom capitão, como o Murilo, ou mesmo Dunga ou Cafu, serve de exemplo de garra e dedicação para o resto da equipe.
Qualidades imprescindÃveis no futebol, principalmente em momentos decisivos, como os que se aproximam nesta 9ª Copa Intercolegial Mercantil do Brasil.




