Walter Valeff é o tÃpico treinador pra toda obra.
Além de comandar a categoria A do Instituto Coração de Jesus, ele treina, também, a categoria B do Imaculada Conceição nesta 9ª Copa Intercolegial Mercantil do Brasil.
Sereno, de semblante tranqüilo, com todo jeito de paizão da meninada - ao melhor estilo Felipão – Walter dificilmente se exalta à beira do campo.
Orienta seus comandados com uma paciência de dar inveja. Exerce autoridade de um treinador que não precisa gritar para ser compreendido.
Com toda essa calma, Walter já acumula mais de 25 anos de experiência treinando sempre crianças e adolescentes. Para ele, um trabalho mais do que prazeroso.
“Esses meninos jogam o verdadeiro futebol amador. Correm, dão sangue, vibram, choram nas derrotas. Muito diferente do futebol profissional, que visa basicamente o lado financeiro. Por isso é um prazer muito grande trabalhar com essa meninada”, se orgulha o técnico.
Mas o Walter conta, também, que a garotada, às vezes, vê o futebol apenas como diversão. O que ele considera normal, pela idade da maioria dos meninos que treina.
De acordo com seu ponto de vista, o papel do treinador é dar aos mais jovens uma visão técnica e competitiva do futebol, sem tirar a magia que uma bola desperta em todo o ser humano:
“É preciso controlar o Ãmpeto deles. Mostrar que futebol, além de uma brincadeira, é um jogo que demanda dedicação, obediência tática, disciplina. E, no geral, eles conseguem assimilar isso muito bem”.
Ser treinador, pelo menos para o Walter, é bem mais do que conseguir resultados, tÃtulos e goleadas. Ser treinador é ser pai, amigo, conselheiro, professor.
É ensinar que o futebol não passa de uma grande brincadeira. Levada a sério, obviamente. Ainda mais quando o que está em jogo é o tÃtulo de mais uma Copa Mercantil do Brasil.




