Acostumadas a vibrar com os gols dos filhos nas arquibancadas, elas desceram do salto e resolveram entrar em campo na Copa MB.
Este já é o terceiro ano em que a equipe de mães do Colégio Maximus disputa o torneio. Nas últimas duas edições, elas sagraram-se campeãs e lutam, agora, pelo tricampeonato.
Sandra Mara, 39 anos, goleira da equipe, está confiante. Além de ser uma das goleiras menos vazadas da categoria, com apenas um gol sofrido, ela vê sua equipe terminar a primeira fase na liderança do grupo B, com 6 pontos. Será que o tri vem por a�
“Estamos em condições de defender nosso tÃtulo, sim. Mas temos fortes concorrentes este ano, como as equipes da Escola Alternativa e do Magnum. Vai ser difÃcil, mas estamos preparadas para as finais”, afirma Sandra.
Ela conta que, quando mais nova, não gostava de assistir futebol. Jogar, tampouco. No entanto, quando resolveram formar a equipe de mães do Maximus, a história foi bem diferente.
“Graças a Deus a gente muda com o tempo, né? Hoje, o futebol é um grande lazer para mim. Montamos a equipe há três anos e, desde então, estamos sempre juntas. Passamos o ano inteiro esperando a Copa MB para reunir a turma e jogar”, revela a arqueira.
Sandra acredita, ainda, que veio de uma geração mais conservadora, que não via com bons olhos a presença da mulher nos campos de futebol. Por isso, ela, e muitas de suas companheiras de equipe, foram descobrir só agora que futebol não tem sexo, nem idade.
“Havia muito preconceito na minha época, infelizmente. A maioria do nosso time só foi chutar uma bola quando nos juntamos três anos atrás para disputar a Copa MB. O futebol, hoje, é nosso jeitinho de fugir um pouco do stress e da correria do trabalho”.
Seja como lazer ou simples válvula de escape da rotina do dia-a-dia, futebol, para elas, continua sendo coisa séria.
Não é à toa que o Maximus vem atropelando, com força total em busca de mais um tÃtulo da Copa MB.




