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Rola na Copa

O que é ser capitão do time?

26.09.2008

Por trás de todos os times vencedores está, quase sempre, a figura de um grande líder.

Quando o Brasil foi tetracampeão do mundo, em 1994, Dunga ficou marcado por seu espírito guerreiro e pela liderança que exercia naquele grupo.

Na campanha do penta, em 2002, Cafu foi quem assumiu o posto deixado por Dunga, e conduziu, com carisma e sensibilidade, a Seleção a mais uma conquista de Copa.

Murilo Eustáquio, o capitão boa praça do Colégio Arnaldo

Murilo Eustáquio, o capitão boa praça do Colégio Arnaldo

Para ser capitão de uma equipe, não é necessário gritar, esbravejar e dar bronca nos companheiros o tempo inteiro. Cada um tem o seu estilo.

Murilo Eustáquio, 13 anos, capitão da categoria A do Colégio Arnaldo, garante que não precisa brigar com ninguém para exercer sua liderança na equipe.

Para ele, cada jogador tem a mesma importância do capitão, e todos são responsáveis tanto pelas glórias quanto pelas derrotas do time:

“Procuro sempre passar confiança para minha equipe, sem brigar com ninguém, apenas orientando e dando moral para os companheiros”, afirma.

Murilo diz acreditar que a principal característica de um capitão é a raça dentro de campo. O verdadeiro líder, segundo ele, tem de servir de exemplo para os outros jogadores.

Além disso, o capitão do Arnaldo aponta outra função importante do jogador encarregado de levar a braçadeira numa equipe:

“O capitão, muitas vezes, é a ‘ponte’ entre o treinador e o time. Converso bastante com o nosso técnico antes e durante os jogos para poder orientar corretamente a equipe”.

Como muita gente já deve saber, autoridade não se exerce com agressividade e ignorância. Autoridade é construída com respeito mútuo e, principalmente, bom senso.

A função do capitão não é ficar reclamando com o árbitro o tempo todo, nem mesmo só tirar o cara ou coroa antes do jogo começar.

O bom capitão, como o Murilo, ou mesmo Dunga ou Cafu, serve de exemplo de garra e dedicação para o resto da equipe.

Qualidades imprescindíveis no futebol, principalmente em momentos decisivos, como os que se aproximam nesta 9ª Copa Intercolegial Mercantil do Brasil.

Por breiller

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O que é ser camisa 10?

21.09.2008

Pelé, Maradona, Zico, Edmundo, Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho… O hall de craques que vestem ou já vestiram a camisa 10 é extenso e de uma qualidade incontestável.

Para vestir a 10 do time, tem de ser craque. Além disso, o craque precisa ter personalidade. Pois, segundo a mística do futebol, vestir a 10 pesa, e muito.

Mas Douglas Alvarenga, 12 anos, camisa 10 da categoria A do Talentos da Bola, não concorda muito com a essa história e se diz à vontade vestindo a 10 da sua equipe.

“Número da camisa não faz habilidade. Se o jogador é bom mesmo, ele joga com qualquer uma”, acredita Douglas.

Ele, no entanto, se espelha no futebol de um jogador que não veste o seu número, mas é tão craque quanto um legítimo camisa 10: Robinho. Para Douglas, além de talento, o camisa 10 precisa ter outras qualidades:

“Quem joga com a 10 não tem que fazer apenas jogadas bonitas e ser individualista. Tem que saber jogar em equipe e passar confiança para os companheiros”.

Se, no futebol profissional de hoje em dia, vivemos um período de escassez de bons camisas 10, na Copa MB, esse tipo de jogador é o que não falta. O Douglas quem o diga.

Por breiller

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O que é ser treinador?

13.09.2008

Walter Valeff é o típico treinador pra toda obra.

Além de comandar a categoria A do Instituto Coração de Jesus, ele treina, também, a categoria B do Imaculada Conceição nesta 9ª Copa Intercolegial Mercantil do Brasil.

Sereno, de semblante tranqüilo, com todo jeito de paizão da meninada - ao melhor estilo Felipão – Walter dificilmente se exalta à beira do campo.

Orienta seus comandados com uma paciência de dar inveja. Exerce autoridade de um treinador que não precisa gritar para ser compreendido.

Com toda essa calma, Walter já acumula mais de 25 anos de experiência treinando sempre crianças e adolescentes. Para ele, um trabalho mais do que prazeroso.

“Esses meninos jogam o verdadeiro futebol amador. Correm, dão sangue, vibram, choram nas derrotas. Muito diferente do futebol profissional, que visa basicamente o lado financeiro. Por isso é um prazer muito grande trabalhar com essa meninada”, se orgulha o técnico.

Mas o Walter conta, também, que a garotada, às vezes, vê o futebol apenas como diversão. O que ele considera normal, pela idade da maioria dos meninos que treina.

De acordo com seu ponto de vista, o papel do treinador é dar aos mais jovens uma visão técnica e competitiva do futebol, sem tirar a magia que uma bola desperta em todo o ser humano:

“É preciso controlar o ímpeto deles. Mostrar que futebol, além de uma brincadeira, é um jogo que demanda dedicação, obediência tática, disciplina. E, no geral, eles conseguem assimilar isso muito bem”.

Ser treinador, pelo menos para o Walter, é bem mais do que conseguir resultados, títulos e goleadas. Ser treinador é ser pai, amigo, conselheiro, professor.

É ensinar que o futebol não passa de uma grande brincadeira. Levada a sério, obviamente. Ainda mais quando o que está em jogo é o título de mais uma Copa Mercantil do Brasil.

Por breiller

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O que é ser goleiro?

6.09.2008

Aproveitando a deixa do último post, a coluna “O que é ser(…)?” desta semana traz um goleiro como personagem principal.

Trata-se de Farley Miranda, 40 anos, responsável por impedir os gols na meta do time de pais do Colégio São Miguel Arcanjo.

Farley conta que sempre foi goleiro, desde criança. Costumava jogar na linha também, mas mandava bem mesmo agarrando, inclusive contra adultos.

Ele garante, no entanto, que virou goleiro por vontade própria. Não foi obrigado pelos amigos, tampouco seguiu aquele velho ditado do “é ruim, vai pro gol”.

Tanto que Farley é um dos goleiros menos vazados desta 9ª Copa Intercolegial Mercantil do Brasil. Levou apenas um gol em dois jogos.

Mas, como todo bom goleiro, Farley (que não é o Harley, do Goiás) tem um frango para contar.

“Cruzaram uma bola na área. O atacante cabeceou devagarzinho. Eu, todo confiante, abaixei para fazer a defesa, mas a bola passou debaixo das minhas pernas e entrou. Tive que agüentar os amigos pegando no meu pé por muito tempo”, revela o goleirão.

Farley afirma que, no dia do frangaço, havia salvado o time o jogo inteiro. Só falhou nesse único lance. Porém, o erro ficou marcado. O que o leva a pensar que sua posição é uma das mais ingratas do futebol:

“Na hora do gol, ninguém comemora com o goleiro. Quando o time deixa o campo, o goleiro é o último a sair. Se o time perde, a culpa é do goleiro. Ao fazer uma grande defesa, só o goleiro vibra. É a posição mais solitária dentro do campo”.

Sozinho, sempre culpado e, quase sempre, o bode expiatório do time, Farley assegura que gosta, e muito, da sua posição.

Ele só faz questão de ressaltar que o apoio dos companheiros e da torcida é de suma importância para deixar o goleiro sempre motivado e menos isolado dentro das quatro linhas.

Por isso, ao ver uma defesa do Farley ou de qualquer outro goleiro na Copa MB, não hesite em gritar: “boa, goleirão!”

Por breiller

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O que é ser árbitro de futebol?

30.08.2008

“Ser árbitro, principalmente na categoria de base, é uma das formas de educar a criança. Nossa missão é instruir o pequeno atleta e ensiná-lo as regras do futebol”.

Quem responde à pergunta é Roger Andrade, 20 anos, um dos juízes mais jovens dessa 9ª Copa Intercolegial Mercantil do Brasil.

Roger começou a apitar aos 18. De lá pra cá, ele conta, sem falsa modéstia, que nunca teve de sair correndo de um campo de futebol, nem mesmo arrumou confusão com jogadores durante uma partida.

Mas, quando apita jogos da garotada, Roger diz que não são os atletas que o pressionam, mas, sim, os pais na arquibancada.

“Os pais ficam bem aflitos do lado de fora, pois querem ver o filho ganhar de qualquer jeito. Mas a pressão deles é tranqüila de se administrar. É só usar o jeitinho mineiro pra sair dessa saia-justa”, brinca.

Entre apitar jogos da meninada ou dos marmanjos, o juizão não titubeia:

“Quando apito jogos de criança e adolescente, procuro fazer uma arbitragem mais educativa, sendo paciente e explicando as regras. Já com os mais velhos, não dá pra ser assim. Eles já passaram por esse processo de educação e conhecem toda malandragem do futebol. Aí tenho que ser bem mais rigoroso”, explica.

Apesar das pressões e das muitas críticas recebidas por um juiz, Roger acredita que escolheu a profissão certa. Ou, pelo menos, o que mais gosta de fazer. “Para ser árbitro de futebol, é preciso gostar muito, ter paixão pelo que faz. Esse é o segredo”.

Portanto, antes de fazer menções nada honrosas à mãe do ‘professor’, lembre-se que, por trás daquele uniforme amarelo, há sempre alguém que se preocupa em aplicar e ensinar as regras do jogo.

E, acima de tudo, alguém apaixonado pelo futebol. Pois, como o Roger bem disse, tem que gostar muito…

Por breiller

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