“Atacante vive de gols”. Essa, talvez, seja uma das frases mais batidas do futebol. Em entrevistas de jogadores que atuam na frente, os artilheiros do time, ela sempre aparece e se repete.
Mas viver de gols não é fácil. Uma tremenda responsabilidade nas costas de quem carrega a missão. Jogar ali na frente, trombando com zagueiros e levando safanão: assim é a vida de um atacante. De vez em quando, ele mete seus golzinhos e todo sacrifício vale a pena.

Gabriel Soares, 11, o famoso “Gabrilex”, é o homem-gol da categoria Sub 11 do Colégio Magnum. Atacante dos bons, leva a camisa 9 nas costas, além do peso de ser uma das principais esperanças de gol do time.
“Atacante tem que fazer gol, né? Tenho de estar sempre pronto para aproveitar qualquer oportunidade”, afirma.
O pequeno artilheiro conta que o gol mais bonito que já marcou aconteceu justamente na Copa Mercantil do Brasil. Nada menos que um golaço de bicicleta, para estampar a marca de goleador. Mesmo assim, ele ainda precisa lidar com as cobranças:
“Quando eu perco um gol, os companheiros me cobram, ficam bravos, fazem brincadeiras comigo depois do jogo. Mas é assim mesmo. Atacante está ali na frente para não perder gol”.
E a responsabilidade do Gabriel é ainda maior quando se descobre a origem e o inspirador do seu apelido…
“Todo mundo dizia que eu pareço com o Alex, ex-camisa 10 campeão com o Cruzeiro em 2003. Aí juntaram os dois nomes e pegou o apelido: Gabrilex”.
Imagina só! Se já não é fácil ser atacante, quem dirá carregar o fardo da semelhança com um grande craque? O futuro desse jovem goleador promete, hein?
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P.S.: Gabrilex provou mesmo que é matador! Na decisão, marcou o gol da virada - com a ajuda do zagueirão - e deu o título ao Magnum em cima do Batista.
Por breiller
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Como já mostramos aqui no blog, ano passado, vida de árbitro de futebol não é fácil.
E quem pensa que o mesário, aquele que fica sentado na cadeira anotando as sinalizações do árbitro e preenchendo a súmula do jogo, herda a melhor parte do serviço, está algo enganado.

Mesário tem que andar com pelo menos 3 canetas no bolso: uma pra cada tempo
Mesário tem trabalho, sim. Sua função, por sinal, é das mais complexas do meio futebolístico. É o que conta o jovem Lucas Monteiro, 16, mesário da 10ª Copa Mercantil do Brasil.
Lucas começou a se interessar por arbitragem no colégio, quando apitava jogos do campeonato interno. Daí, teve a ideia de iniciar o curso para se tornar árbitro de futebol. Perto de concluir sua formação, Lucas acredita que a mesa serve como estágio para a carreira no apito.
“Ser mesário é o primeiro passo para quem está começando na arbitragem. A gente aprende muita coisa na mesa, observa o trabalho dos árbitros, para depois ir para dentro de campo. É um processo comum nesse meio”, explica.
Para ele, a função exige concentração durante todos os jogos. Um trabalho que demanda muita atenção e conhecimento dos códigos e sinais próprios dos árbitros.
“A parte mais difícil do trabalho do mesário é saber o número dos jogadores, de quem fez a falta, de quem tomou cartão. E temos os nossos códigos específicos também, que servem para facilitar nossa comunicação durante as partidas”.
Conheça alguns códigos que fazem parte da sinalização dos árbitros

À esquerda, significa que a sinalização do árbitro foi anotada na súmula. À direita, pedido de tempo

Pedra-papel-tesoura? Não, esse é o número 14, na linguagem dos árbitros
Por breiller
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Dizem que, no futebol, os tampinhas não têm vez. Para chegar ao estrelato da bola, é preciso passar pela régua implacável das peneiras. Menos de 1,75m, ta fora…
Numa era em que imperam os grandalhões, ver baixinhos se destacando no futebol, como antes faziam Romário, Juninho Paulista, Edilson e Marcelinho Carioca, é cada vez mais raro.

Luizinho consegue ser o maior do time... sobre os ombros do companheiro.
Mas o pequeno Luiz Eduardo, atleta Sub 15 do Pandiá Calógeras, ainda resiste ao tempo e ao tamanho dos adversários. Luizinho, com todo o respaldo do diminutivo, é o menor do time. Nem por isso, recebe um descontinho dos marcadores dentro de campo.
“Às vezes, o pessoal não chega tão duro em mim. Respeitam o meu tamanho. Mas, na maioria das partidas, ninguém me dá moleza. Todo jogo levo uma pancada pra casa”, lamenta o garoto franzino.
Com 14 anos nas costas e ainda beirando a casa dos 1,50m, Luizinho é um meia habilidoso, de dribles curtos, e muito veloz. Seu ponto fraco, no entanto, como já era de se imaginar, são as jogadas aéreas.
“Não dá pra lançar a bola no alto para ele. O Luizinho, apesar de ser baixinho, é bom de bola. Só leva desvantagem de cabeça mesmo”, afirma o goleiro do Pandiá, Marlon Pierre.
Entretanto, com bom humor e perspicácia, esse baixinho do Pandiá Calógeras vai levando a vida e administrando bem seu duelo constante com gigantes. O sonho de chegar ao profissional, para Luizinho, independe da altura.
O importante é saber transformar uma aparente desvantagem em nobre virtude:
“Ser pequeno não é tão ruim. Passo por baixo das pernas dos grandões, despisto fácil a marcação. E, também, não vou ficar assim a vida toda, né? Um dia eu vou crescer…”, despista o pequeno-grande-jogador.
Por breiller
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Na escola, a professora geralmente monta filas e organiza seus alunos seguindo a ordem de tamanho. Vai do menor para o maior.
Mas, no futebol, tamanho, muitas vezes, é documento e larga na frente quando se tratam de pré-requisitos para um jovem jogador. Grandalhões se destacam facilmente em terra de baixinhos.

Carlão se destaca no meio dos baixinhos do Colégio Loyola
É o caso do Carlos Henrique - mais conhecido por seus companheiros como “Carlão” -, 13 anos, atleta Sub 13 do Colégio Loyola. Ele é, de longe, o jogador mais alto do time. Perto dele, o resto da equipe fica pequenininho.
No entanto, o treinador do Loyola, Beto Vieira, garante que não é só tamanho que faz um bom jogador. É preciso ter outros atributos. Ter, fundamentalmente, qualidade com a bola no pé. E isso ele garante que o Carlão também tem:
“O Carlão é firme, joga com segurança na zaga. Infelizmente ele não pode subir tanto ao ataque para tentar gols de cabeça. Como nosso time é baixo, sobra pra ele segurar a onda lá atrás”.
Companheiro de equipe de Carlão, Rafael Marra acredita que um “gigante” jogando no time ajuda muito. “Ele é um ótimo parceiro de zaga. Confio nele e sei que no jogo aéreo ele vai ganhar todas”, diz Marra.
Carlão, que, apesar do tamanho, é um garoto sossegado, não liga muito para o fato de seus companheiros e adversários serem menores do que ele. Na verdade, ele até precisa tomar certos cuidados com essa diferença.
“Tenho que entrar mais devagar nas jogadas para não machucar os baixinhos. Pode ser perigoso chegar com toda a força. E, sempre que dá, vou à frente para tentar marcar meus golzinhos de cabeça, né?”, se gaba Carlão.
Será que alguém encara essa fera na zaga?
Por breiller
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A camisa 10 já passou por esta coluna na edição passada da Copa MB, mas a repetição é oportuna. Se o slogan oficial da 10ª Copa Mercantil do Brasil diz que “Futebol é 10″, não há como deixar de lado essa figura tão emblemática num time de futebol.

Craques de toda espécie já vestiram e honraram a 10. Só para lembrar três, que ilustram, inclusive, o site da Copa: Pelé, Zinedine Zidane e Diego Armando Maradona. E, incluído agora nessa lista, João Vítor, camisa 10 da equipe Sub 17 do Colégio Santo Agostinho.
Além de carregar a 10, João ainda é o capitão do time. Honrando as atribuições, foi ele quem fez os dois gols na estreia do Santo Agostinho na competição. 2 a 1 sobre o Colégio Imaculada.
Sereno e bastante consciente do seu papel em campo, João Vítor acredita que o camisa 10 seja o cara que precisa chamar para si a responsabilidade durante os jogos. Mas não é só isso:
“O 10 não vive só em função de atacar. O futebol de hoje em dia exige que ele tenha que defender também, ajudar os companheiros na marcação. Procuro fazer isso durante os jogos, sem deixar de servir o ataque e marcar gols”, diz.
Como é de se esperar, o camisa 10, quando entra em campo, desperta logo a atenção do time adversário. Mesmo sem conhecê-lo, o técnico do outro lado já avisa: “temos que marcar aquele ali”.
Pois quem veste a 10 não é qualquer jogador. A camisa impõe respeito, atrai atenção. E, neste momento, as atenções do universo da bola estão voltadas para um certo camisa 10 argentino: Lionel Messi, que tem tudo para ser eleito o melhor jogador do mundo no fim do ano.

João Vítor, por sinal, se inspira em Messi, esse argentino que dá show no Barcelona e faz seus compatriotas relembrarem os bons tempos em que Maradona vestia a 10 albiceleste.
“Tento aplicar ao meu estilo de jogo as arrancadas e aqueles dribles curtos do Messi. Apesar de ser destro, gosto de trabalhar a bola com as duas pernas, como ele também faz. Messi é um grande camisa 10″.
Pois é… O simples fato de vestir a 10 já configura um ato de grandeza, por si só.
“Só tem marmanjão nesse time aí! Nossos meninos são bem menores… Assim não tem jeito”. A reclamação que abre nossa coluna “O que é ser…?” desse ano vem do Oldair Rodrigues, pai do pequeno Macson Miller, 12, atleta Sub 13 da Escola Isaura Santos.

Família reunida para torcer na Copa MB
Ele fez questão de levar a família inteira para assistir a estreia do filhão na 10ª Copa Mercantil do Brasil. E reclamou bastante. Alegava que os atletas adversários, do Colégio Salesiano, eram bem maiores do que seu filho e companhia.
Pedia para o juiz marcar falta. Incentivava… Cumpria o papel de pai das arquibancadas.
“Olha, o coração da gente fica muito apertado torcendo. É muita emoção. Mas venho sempre incentivá-lo, pois ele merece. Não é por ser meu filho, não, mas o garoto é bom de bola, tem futuro”, se orgulhava Oldair.
A mãe Vanderléia também estava lá, torcendo e vibrando cada vez que o Macson pegava na bola. Ela garante, no entanto, que não fica tão apreensiva quanto o marido:
“Ah, ele fica bem nervoso na torcida. Eu já sou mais calma. Não acompanho tanto quanto meu marido, mas incentivo o Macson a continuar jogando. O que ele gosta é de jogar futebol, desde pequeno”.
Letícia, irmã do camisa 3 da Escola Isaura Santos, revela que Macson é um verdadeiro “fominha” por futebol. Dentro da casa dos Rodrigues, a bola corre solta.
“Ele chega dos treinos e já vem logo pedindo pra eu ir jogar bola. Até na rua a gente joga de vez em quando. Se pudesse, ele jogava futebol o dia inteiro”, conta a simpática Letícia.

Baixinho, Macson tenta se destacar em terra de gigantes
Macson, bastante tímido, saudou os familiares no final da partida. Para ele, o apoio que vem de casa é um grande incentivo. “Fico um pouco nervoso quando minha família vem torcer por mim, mas gosto que ela me acompanhe nos jogos”, diz.
O time de Macson acabou perdendo o jogo por 7 a 3. Mesmo assim, a família saiu de lá orgulhosa, batendo palmas para o filho.
Porque ser torcedor de verdade é isso. É amar o futebol independentemente do resultado. E nunca deixar de apoiar o escudo, o time ou o filho querido.
Por breiller
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Por trás de todos os times vencedores está, quase sempre, a figura de um grande líder.
Quando o Brasil foi tetracampeão do mundo, em 1994, Dunga ficou marcado por seu espírito guerreiro e pela liderança que exercia naquele grupo.
Na campanha do penta, em 2002, Cafu foi quem assumiu o posto deixado por Dunga, e conduziu, com carisma e sensibilidade, a Seleção a mais uma conquista de Copa.

Murilo Eustáquio, o capitão boa praça do Colégio Arnaldo
Para ser capitão de uma equipe, não é necessário gritar, esbravejar e dar bronca nos companheiros o tempo inteiro. Cada um tem o seu estilo.
Murilo Eustáquio, 13 anos, capitão da categoria A do Colégio Arnaldo, garante que não precisa brigar com ninguém para exercer sua liderança na equipe.
Para ele, cada jogador tem a mesma importância do capitão, e todos são responsáveis tanto pelas glórias quanto pelas derrotas do time:
“Procuro sempre passar confiança para minha equipe, sem brigar com ninguém, apenas orientando e dando moral para os companheiros”, afirma.
Murilo diz acreditar que a principal característica de um capitão é a raça dentro de campo. O verdadeiro líder, segundo ele, tem de servir de exemplo para os outros jogadores.
Além disso, o capitão do Arnaldo aponta outra função importante do jogador encarregado de levar a braçadeira numa equipe:
“O capitão, muitas vezes, é a ‘ponte’ entre o treinador e o time. Converso bastante com o nosso técnico antes e durante os jogos para poder orientar corretamente a equipe”.
Como muita gente já deve saber, autoridade não se exerce com agressividade e ignorância. Autoridade é construída com respeito mútuo e, principalmente, bom senso.
A função do capitão não é ficar reclamando com o árbitro o tempo todo, nem mesmo só tirar o cara ou coroa antes do jogo começar.
O bom capitão, como o Murilo, ou mesmo Dunga ou Cafu, serve de exemplo de garra e dedicação para o resto da equipe.
Qualidades imprescindíveis no futebol, principalmente em momentos decisivos, como os que se aproximam nesta 9ª Copa Intercolegial Mercantil do Brasil.
Por breiller
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Pelé, Maradona, Zico, Edmundo, Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho… O hall de craques que vestem ou já vestiram a camisa 10 é extenso e de uma qualidade incontestável.
Para vestir a 10 do time, tem de ser craque. Além disso, o craque precisa ter personalidade. Pois, segundo a mística do futebol, vestir a 10 pesa, e muito.

Mas Douglas Alvarenga, 12 anos, camisa 10 da categoria A do Talentos da Bola, não concorda muito com a essa história e se diz à vontade vestindo a 10 da sua equipe.
“Número da camisa não faz habilidade. Se o jogador é bom mesmo, ele joga com qualquer uma”, acredita Douglas.
Ele, no entanto, se espelha no futebol de um jogador que não veste o seu número, mas é tão craque quanto um legítimo camisa 10: Robinho. Para Douglas, além de talento, o camisa 10 precisa ter outras qualidades:
“Quem joga com a 10 não tem que fazer apenas jogadas bonitas e ser individualista. Tem que saber jogar em equipe e passar confiança para os companheiros”.
Se, no futebol profissional de hoje em dia, vivemos um período de escassez de bons camisas 10, na Copa MB, esse tipo de jogador é o que não falta. O Douglas quem o diga.
Por breiller
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Walter Valeff é o típico treinador pra toda obra.
Além de comandar a categoria A do Instituto Coração de Jesus, ele treina, também, a categoria B do Imaculada Conceição nesta 9ª Copa Intercolegial Mercantil do Brasil.
Sereno, de semblante tranqüilo, com todo jeito de paizão da meninada - ao melhor estilo Felipão – Walter dificilmente se exalta à beira do campo.

Orienta seus comandados com uma paciência de dar inveja. Exerce autoridade de um treinador que não precisa gritar para ser compreendido.
Com toda essa calma, Walter já acumula mais de 25 anos de experiência treinando sempre crianças e adolescentes. Para ele, um trabalho mais do que prazeroso.
“Esses meninos jogam o verdadeiro futebol amador. Correm, dão sangue, vibram, choram nas derrotas. Muito diferente do futebol profissional, que visa basicamente o lado financeiro. Por isso é um prazer muito grande trabalhar com essa meninada”, se orgulha o técnico.
Mas o Walter conta, também, que a garotada, às vezes, vê o futebol apenas como diversão. O que ele considera normal, pela idade da maioria dos meninos que treina.
De acordo com seu ponto de vista, o papel do treinador é dar aos mais jovens uma visão técnica e competitiva do futebol, sem tirar a magia que uma bola desperta em todo o ser humano:
“É preciso controlar o ímpeto deles. Mostrar que futebol, além de uma brincadeira, é um jogo que demanda dedicação, obediência tática, disciplina. E, no geral, eles conseguem assimilar isso muito bem”.
Ser treinador, pelo menos para o Walter, é bem mais do que conseguir resultados, títulos e goleadas. Ser treinador é ser pai, amigo, conselheiro, professor.
É ensinar que o futebol não passa de uma grande brincadeira. Levada a sério, obviamente. Ainda mais quando o que está em jogo é o título de mais uma Copa Mercantil do Brasil.
Por breiller
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Aproveitando a deixa do último post, a coluna “O que é ser(…)?” desta semana traz um goleiro como personagem principal.
Trata-se de Farley Miranda, 40 anos, responsável por impedir os gols na meta do time de pais do Colégio São Miguel Arcanjo.

Farley conta que sempre foi goleiro, desde criança. Costumava jogar na linha também, mas mandava bem mesmo agarrando, inclusive contra adultos.
Ele garante, no entanto, que virou goleiro por vontade própria. Não foi obrigado pelos amigos, tampouco seguiu aquele velho ditado do “é ruim, vai pro gol”.
Tanto que Farley é um dos goleiros menos vazados desta 9ª Copa Intercolegial Mercantil do Brasil. Levou apenas um gol em dois jogos.
Mas, como todo bom goleiro, Farley (que não é o Harley, do Goiás) tem um frango para contar.
“Cruzaram uma bola na área. O atacante cabeceou devagarzinho. Eu, todo confiante, abaixei para fazer a defesa, mas a bola passou debaixo das minhas pernas e entrou. Tive que agüentar os amigos pegando no meu pé por muito tempo”, revela o goleirão.
Farley afirma que, no dia do frangaço, havia salvado o time o jogo inteiro. Só falhou nesse único lance. Porém, o erro ficou marcado. O que o leva a pensar que sua posição é uma das mais ingratas do futebol:
“Na hora do gol, ninguém comemora com o goleiro. Quando o time deixa o campo, o goleiro é o último a sair. Se o time perde, a culpa é do goleiro. Ao fazer uma grande defesa, só o goleiro vibra. É a posição mais solitária dentro do campo”.
Sozinho, sempre culpado e, quase sempre, o bode expiatório do time, Farley assegura que gosta, e muito, da sua posição.
Ele só faz questão de ressaltar que o apoio dos companheiros e da torcida é de suma importância para deixar o goleiro sempre motivado e menos isolado dentro das quatro linhas.
Por isso, ao ver uma defesa do Farley ou de qualquer outro goleiro na Copa MB, não hesite em gritar: “boa, goleirão!”
Por breiller
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